Cesta básica sobe em todo o país

Dieese mostra elevação em 18 capitais pesquisadas. No Rio, alta foi de 7,27% em novembro

Por O Dia

Rio - Os moradores das principais capitais do país estão pagando mais caro pelos produtos que fazem parte da cesta básica. De acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os preços subiram no mês passado nas 18 capitais de estados em que o levantamento foi feito. As quatro cidades que apresentaram os maiores avanços foram: Brasília (9,22%); Campo Grande-MS (8,66%), Salvador-BA (8,53%) e Recife-PE (8,52%). A menor correção foi observada em Belém-PA (1,23%). No Município do Rio de Janeiro a alta foi de 7,27%, e o custo foi de R$ 385,80.

Os gaúchos que moram na capital do Rio Grande do Sul — Porto Alegre — são os que pagam a cesta mais cara, segundo o Dieese. Lá, o conjunto de alimentos custava R$ 404,62 em novembro e o preço teve alta de 6,26%. Os paulistanos desembolsaram no mês passado R$399,21 pela cesta básica que teve alta de 4,47%. Em Florianópolis, o custo foi de R$ 391,85, com elevação de 3,54%. Entre as capitais que apresentam os menores valores estão: Aracaju (R$ 291,80); Natal (R$302,14) e João Pessoa (R$ 310,15).

No acumulado do ano até novembro, o cenário é o mesmo: todas as cidades apresentando aumento. As maiores elevações ocorreram em Salvador (20,69%), Campo Grande (19,55%) e Curitiba (18,81%). As menores variações ocorreram em Belém (5,87%) e Goiânia (6,85%).

De acordo com o Dieese, os produtos com predomínio de alta nos preços nas Regiões Centro-Sul em novembro foram tomate, açúcar, óleo de soja, arroz, café em pó, pão francês, carne bovina e batata. No Norte e Nordeste, o destaque foi para a alta da farinha de mandioca.

A pesquisa do Dieese estimou que salário mínimo necessário de um trabalhador, para suprir as necessidades básicas da família com quatro pessoas deveria ser de R$ 3.399,22, ou seja 4,31 vezes superior do que o piso nacional de R$ 788.