Quênia: Terroristas ainda estão escondidos em shopping com 15 reféns

Exército ordenou que o local onde foi disponibilizado para a imprensa e onde foi montado um hospital, desde o último sábado, fosse evacuado urgentemente

Por O Dia

Quênia - Os membros do grupo radical islâmico somali Al Shabab ainda estão entrincheirados em um cassino situado no andar superior do centro comercial de Nairóbi, no Quênia, com cerca de 15 reféns. O presidente da câmara do Comércio e Indústria do país, Laban Onditi, também assegurou, nesta segunda-feira, que vários agressores morreram na operação de resgate. O responsável do órgão afirma que "a situação está controlada".

No entanto, minutos mais tarde, o Exército ordenou que o local onde foi disponibilizado para a imprensa e onde foi montado um hospital, desde o último sábado, fosse evacuado urgentemente. Somente o pessoal médico poderá voltar ao recinto para atender aos feridos, segundo informaram os seguranças no local.

O resto teve que abandonar correndo as instalações, sem tempo para coletar seus pertences nem equipamentos. O Exército queniano está realizando a operação de resgate dos reféns em colaboração com diferentes serviços de inteligência, segundo Onditi.

Por volta das 13h20 (horário local), pelo menos três fortes explosões sacudiram o centro comercial onde estão os reféns, de acordo com a imprensa internacional. 

Três fortes explosões sacudiram o centro comercial de Nairobi%2C onde radicais islâmicos estão fazendo 15 pessoas de refénsEfe

Cruz Vermelha registra mais de 60 mortos em ataque 

O número de mortos no ataque de membros da milícia radical islâmica somali Al Shabab cometido no último sábado contra um shopping de Nairóbi passou de 68 para 69, segundo informou a Cruz Vermelha do Quênia nesta segunda-feira. Além disso, um total de 63 pessoas estão desaparecidas e pelo menos cerca de 175 estão feridos, acrescentou a instituição em sua conta oficial na rede social Twitter.

A Cruz Vermelha assinalou que presta socorro psicológico aos afetados em um hospital de campanha instalado em um prédio próximo ao centro comercial, do qual cerca de mil pessoas foram retiradas desde que começou o ataque. Além disso, a organização humanitária pediu à população para doar sangue nos hospitais de todo o país para ajudar as vítimas do massacre.

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