Advogado diz que denúncias contra príncipe Andrew sobre abuso são falsas

Alan Dershowitz e filho da rainha Elizabeth II da Inglaterra tiveram seus nomes envolvidos num escândalo sexual

Por O Dia

Palácio de Buckingham negou envolvimento de Andrew no escândaloDivulgação

Londres - O advogado americano Alan Dershowitz, que viu seu nome envolvido em seu país com um suposto caso de abusos sexuais de menores, afirmou que as denúncias contra o príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II da Inglaterra, são falsas. O Palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica, se viu obrigado na sexta-feira a desmentir qualquer relação do duque de York, terceiro filho da rainha, com um suposto caso de abusos nos EUA, no qual foi mencionado também Dershowitz.

Em declarações neste sábado à "BBC", o advogado disse que não se deve acreditar no que disse a mulher que fez estas denúncias. Dershowitz e o príncipe foram mencionados em documentos legais apresentados em um tribunal da Flórida e vinculados com o caso legal contra o milionário financeiro Jeffrey Epstein. A mulher afirma que Epstein a obrigou a manter relações sexuais com o duque de York quando tinha 17 anos, algo categoricamente negado pelo palácio de Buckingham. Segundo a mulher, cuja identidade não foi revelada, as relações ocorreram em três ocasiões, em Londres, Nova York e em uma ilha privada do Caribe propriedade de Epstein, entre 1999 e 2002, informam os meios de comunicação britânicos.

"Meu sentimento é que se ela mentiu sobre mim, algo do qual estou absolutamente seguro, não se deve acreditar sobre (o que diz de) ninguém mais", afirmou o advogado à "Rádio 4 da BBC". "Sabemos que mentiu sobre outras figuras públicas, incluindo um ex-primeiro-ministro e outros, que ela afirma terem participado de atividades sexuais, portanto temos que presumir que todas as afirmações contra o príncipe Andrew são também falsas", acrescentou.

A denunciante alega que o banqueiro americano Jeffrey Epstein, amigo pessoal de Andrés e que foi condenado em 2008 a um ano e meio de prisão por prostituição de menores, a apresentou a "amigos ricos e poderosos" como uma "escrava sexual". Nesse sentido, o palácio de Buckingham disse que isto "se relaciona com um longo processo civil nos Estados Unidos, no qual o duque de York não está envolvido".

"Por isso, não podemos comentar nada em detalhes. No entanto, para evitar qualquer tipo de dúvidas, qualquer sugestão de ações inadequadas com jovens menores de idade é categoricamente falsa", acrescentou.

O príncipe Andrew é o terceiro filho da rainha Elizabeth II, irmão menor do príncipe Charles, e atualmente é o quinto na linha de sucessão do trono britânico. Esta denúncia é a primeira que pode envolver o príncipe na rede de prostituição de menores de Jeffrey Epstein, que em 2008 reconheceu sua culpabilidade em dois dos casos nos quais estava envolvido.

O duque de York é uma das figuras mais controversas da família real britânica. Em 2011, o príncipe foi retirado do posto de enviado especial do Reino Unido para atrair investimentos estrangeiros ao país após ser revelada sua amizade com Epstein e depois que a imprensa revelasse suas altas despesas às custas dos contribuintes britânicos.

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