Senadores brasileiros vão à Venezuela e relatam ataques de manifestantes

Liderados por Aécio Neves e Aloysio Nunes, comissão foi ao país vizinho pressionar pela libertação de presos políticos

Por O Dia

Venezuela - O cenário de disputa política entre aliados e opositores do governo de Dilma Rousseff foi transferido para a Venezuela. A convite da oposição venezuelana, uma comissão de senadores liderados pelos tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes, visita a capital Caracas para "prestar solidariedade", de acordo com Neves, aos políticos opositores Antonio Ledezma e Leopoldo López e "pressionar" o governo do presidente Nicolás Maduro a favor da libertação dos dois.

A comissão com oito senadores relatou dificuldades para deixar o aeroporto da capital do país vizinho. Em sua conta no Twitter, Aécio Neves disse que os parlamentares foram “sitiados em via pública” e que a van em que eles estavam foi atacada por manifestantes. Aloysio Nunes relatou que ficaram por quase meia hora tentando sair das cercanias do aeroporto, mas foram impedidos e ainda ouviram "duas justificativas esfarrapadas". Por essa razão, decidiram voltar ao aeroporto e esperar que a situação se resolvesse.

Senadores brasileiros vão à Venezuela e relatam ataques de manifestantesReprodução Twitter

Eles pretendiam deixar o aeroporto e ir diretamente à prisão de Ramo Verde, na cidade dormitório de Los Teques, onde está detido Leopoldo López, em greve de fome há 25 dias, que os senadores brasileiros consideram como preso político. Ledezma, prefeito da grande Caracas, está em prisão domiciliar acusado de participar de uma tentativa de golpe contra o governo. López, dirigente do partido conservador Voluntad Popular também é acusado de "golpismo" e "incitação à violência" nas manifestações de 2014, que resultaram na morte de 43 pessoas.

O acesso dos parlamentares à prisão de Ramo Verde deve ser vetado, assim como ocorreu com outros dirigentes políticos estrangeiros que tentaram visitar López sem acordo prévio com as autoridades da Venezuela. O senador tucano Aécio Neves acusa a presidente Dilma Rousseff de "omissão" em relação a situação dos opositores presos e disse que faria em Caracas o que o governo não faz.

"Estamos embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades, a democracia, a libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela", disse Neves em um vídeo amador, que teria sido gravado na manhã desta quinta-feira, em que o senador é visto a bordo do avião da FAB acompanhado de um grupo de senadores.

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