Proteína pode ser resposta para reverter perda de memória na velhice, diz estudo

Acúmulo no sangue com o avanço da idade prejudica o cérebro. Terapia pode ser crucial para portadores de Alzheimer

Por O Dia

Estados Unidos - Pesquisadores podem ter encontrado uma forma de desacelerar ou prevenir a perda de memória na velhice, que pode ser devastadoras em pacientes com algum tipo de demência. A esperança veio após uma série de estudos em humanos e ratos identificar uma proteína que acumula no sangue e acaba causando prejuízo ao cérebro com o avanço da idade.

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que o cérebro de animais piorou e teve o desenvolvimento de neurônios reduzido após injetarem doses da proteína no sangue.

No "Nature Medicine", cientistas revelaram que um acúmulo da molécula de proteína B2M nos animais e humanos conforme o envelhecimento e descoberto que essa molécula tem papel importante em doenças relacionadas a idade. Na sequência, estudos revelaram que ao inibir a molécula B2M, em animais com idade mais avançada, fez com que ficassem mais espertos do que outros da mesma idade.

Descoberta revelou que plasma sanguíneo extraído de animais jovens pode rejuvenescer o cérebroReuters

A descoberta começou com um estudo que revelou que o plasma sanguíneo extraído de animais jovens poderia rejuvenescer o cérebro, os músculos e outros tecidos de animais em idade avançada.

Os esforços da equipe agora estão concentrados em identificar os diferentes componentes presentes no plasma e transformá-los em uma terapia. Um teste em pacientes com Alzheimer já está programado.

Caso dê certo, as substâncias manipuladas podem desacelerar o processo de envelhecimento, ao menos parcialmente. A terapia pode não fazer com que as pessoas vivam mais, mas vai ajudar a mantê-las saudáveis durante o envelhecimento, atrasando condições que chegam com a idade, como a demência.

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