André de Paula: O leilão do pré-sal e os black blocs

Um crime de lesa-pátria e de alta traição nacional foi cometido com o insano leilão privaticionista do Campo de Libra

Por O Dia

Rio - Um crime de lesa-pátria e de alta traição nacional foi cometido com o insano leilão privaticionista do Campo de Libra. A presidenta agraciou as petroleiras estrangeiras com a riqueza que pertence ao povo brasileiro e, o que é pior, colocou todas as polícias, incluindo a Guarda Nacional e as Forças Armadas para reprimir e garantir esta indignidade.

Serão gerações e gerações prejudicadas, jogando por terra toda a heroica luta por nossos antepassados, que deram suas vidas para que o petróleo fosse nosso. Os royalties são apenas o rabo do elefante, que serviram como nuvem de fumaça, para encobrir a realidade.

Não é obra do acaso o preço da gasolina e do botijão de gás, que custam centavos na Venezuela. Lá não há leilões. O petróleo é explorado pela estatal PDVSA, com seu rendimento aplicado em saúde, moradia e educação.

Contra uma imoralidade, um crime desta magnitude, qualquer forma de reação é justa; por isso, nossa admiração aos companheiros black blocs, que enfrentaram por horas com pedras as balas e bombas da repressão entreguista da presidenta Dilma.

Repito aqui as palavras da presidenta quando em campanha eleitoral: “Privatizar o pré-sal é um crime, e ele é o nosso passaporte para o futuro”. Quem te viu, quem te vê. Agora é ‘PetroShell’ e ‘PetroChina’, sendo que o leilão foi realmente um sucesso, só para as empresas citadas — e não para o Brasil.

Advogado da Frente Internacionalista dos Sem-Teto

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