Padre Omar: 'Eu sou filho da Igreja'

É muito fácil criticar a Igreja. Mas o lindo é conhecer suas motivações

Por O Dia

Rio - É interessante pensar quem a gente é na sociedade. Você é alguém que tem um nome, sobrenome, vários números de registro, que adquiriu alguma formação intelectual e cargos profissionais, que assume papéis sociais: tudo isso diz de você. Diz de você, mas não é você. Já pensou sobre isso?

Mas existe outra identificação que, mais do que dizer de você, revela quem você é: a identidade de filho de Deus, adquirida no batismo. Esse sacramento, que é um sinal sensível da presença do Senhor, se bem vivido, na fé, é verdadeiramente um marco na história de vida de cada um, porque tem a força de fazer com que atitudes humanas sejam semelhantes às do Pai Eterno.

E todo filho de Deus precisa aprender a importância de ser e de se portar como filho da Igreja. Ela, como mãe, sabe apontar à grande multidão de fiéis caminhos mais seguros para se alcançar a salvação. Por isso, assim como uma criança confia absolutamente em sua mãe, o cristão deve confiar na Igreja.

Foi o que testemunhou o Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em 2013, na entrevista concedida à imprensa, durante o voo de retorno a Roma, em 28 de julho, ao ser questionado sobre aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo: “A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso. (...) Queria falar de coisas positivas, que abrem caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da Igreja.”

Quando, então, o jornalista novamente perguntou: “E a do Papa?” Resposta: “É a da Igreja, eu sou filho da Igreja."

Que belo testemunho o do Santo Padre! Ao mesmo tempo em que vem expressando sua abertura para dialogar com as novas realidades, ele confia na sabedoria da Igreja a ponto de fazer da posição da Igreja a sua própria posição!

Isso é um exemplo para todos nós, que também somos filhos da Igreja. É muito fácil criticá-la. Mas o lindo é conhecer suas motivações para os posicionamentos que assume e nela confiar. Eu sou e quero agir como filho da Igreja, sim. E você: aceita o desafio? “Tamu” junto!

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