Editorial: Os cortes vão doer mais do que a CPMF

Aumentar impostos nunca foi e jamais será medida popular. É o tal do ‘mal necessário’ em tempos críticos

Por O Dia

Rio - Negar ou recusar a inevitabilidade dos “remédios amargos” contra a crise é dar murros em ponta de faca. O Brasil, por erros de gestão e desmandos de décadas, chegou a um ponto tal que precisa com urgência de correção de rumos. Parte das propostas foi apresentada segunda-feira e sintetizada ontem pelo DIA.

Miram-se os canhões na intenção de recriar a CPMF de FH, que já havia levado longa saraivada de balas há duas semanas, na primeira tentativa de reinstalá-la. Também há grita contra as mudanças no Ganho de Capital do Imposto de Renda.

Aumentar impostos nunca foi e jamais será medida popular. É o tal do ‘mal necessário’ em tempos críticos. Menos se fala nos impactos dos extensos cortes anunciados. O enxugamento ameaça investimentos, congela concursos, arrocha o servidor, compromete serviços e mantém o país em ponto morto. São danos bem mais pesados para o trabalhador do que a CPMF, que cobrará R$ 2 por mês de quem ganha R$ 1 mil. Faltam pingos nos is.

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