Editorial: Eleição com mais ideias e menos verbas

A proibição das doações de empresas para partidos sem dúvida é uma medida positiva, mas há outras no bojo

Por O Dia

Rio - Na tensa sessão conjunta do Congresso, semana passada, que manteve vetos vitais para o ajuste fiscal — tema deste espaço no domingo —, também se aprovou uma minirreforma eleitoral. A proibição das doações de empresas para partidos sem dúvida é a medida mais positiva, mas há outras no bojo. O enxugamento do processo é um bom exemplo.

O financiamento criava situações no mínimo constrangedoras. Não raro transformava-se em investimento que, mais tarde, no mandato, seria cobrado — seja sob a forma de benefícios, seja sob o manto da corrupção.

Reduzir o período de campanha, limitar o volume de gastos e proibir exageros na propaganda eleitoral são iniciativas que vão ao encontro desse enxugamento. Campanha não precisa ser cara, mas muitas vezes movimenta rios de dinheiro. E fatalmente traz desequilíbrio.

O Congresso aprovou pacote que finalmente pode privilegiar o debate de ideias em detrimento da intimidação com mundos e fundos.

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