Tropa canina reforça segurança na Copa

Segunda geração de ‘agentes’ começa a receber amanhã treinamento duro para farejar armas e drogas no Mundial

Por O Dia

Para ser aprovado no curso%2C cão precisa mostrar vontade de superar obstáculos e interagir com o policial Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Rio - Uma turma boa de faro começa a treinar duro a partir de hoje para atuar na Copa do Mundo. Durante três meses, o Batalhão de Ações com Cães (BAC) vai preparar e formar a segunda geração de agentes caninos da unidade. Doze labradores e pastores estão entre os ‘alunos’ do curso de farejadores de armas e drogas, um dos mais conceituados do país. Policiais também receberão instruções para conduzir os animais durante as operações. 

O sucesso do trabalho, contam os policiais, se dá justamente pelo treinamento intenso ao qual os cães são submetidos. Antes de ingressar no batalhão, eles passam por testes e avaliações para checar se realmente têm aptidão para serem farejadores. “Não é todo cão que possui. Além do instinto natural de caça estar preservado, é preciso verificar se ele tem disposição e vontade para farejar. Usamos uma bolinha no treinamento e ele tem que mostrar a vontade de transpor qualquer obstáculo para ir atrás como se fosse a vida dele. Também é preciso que o cão interaja bem como o policial”, explicou o sargento André Luiz, um dos instrutores da tropa canina.

Passar pelo crivo dos instrutores não é tarefa fácil. Tanto que nem todos os animais que entram conseguem ‘se formar’. Aqueles que não conseguem avançar nos módulos e superar as dificuldades vão sendo eliminados ao longo do caminho. Na primeira turma, dos cerca de 17 inscritos, cinco foram reprovados. O curso é monitorado de perto pelo subcomandante da unidade, major Sandro Aguiar, que coordenou cursos na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e produziu artigo científico sobre o trabalho dos farejadores nas fronteiras do país. 

Não é para menos. Os novos ‘agentes’ caninos precisam chegar perto ou superar os feitos das estrelas do batalhão: os cães Boss, Brita, Beethoven e Scott, da primeira turma de farejadores, conseguiram o índice recorde 4,5 toneladas de drogas apreendidas ano passado. Em 2010, na estreia das operações da unidade, eles tinham apreendido ‘apenas’ 100 quilos de entorpecentes.

Os cães labradores que não se adaptarem ao curso ou que forem eliminados serão doados. A previsão do batalhão é de que o treinamento esteja concluído uma semana antes da Copa. 

Talento avaliado desde 30 dias de vida

Para garantir a excelência do faro dos cães, o BAC está criando a sua própria ninhada. Desde muito pequenos, eles vão sendo avaliados e seus talentos, descobertos. Com 30 dias de vida, já passam pelos primeiros testes que podem indicar qual a aptidão do animalzinho, que deve começar a ser treinado a partir dos nove meses.

Muitos dos filhotes que crescem no canil são cria do labrador Boss. O BAC tem 77 cães, divididos entre os de choque (usados no policiamento), e farejadores de armas, drogas, explosivos e pessoas desaparecidas.

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