PMs e militares confirmam ataques de traficantes no Complexo da Maré

Terezinha Justina da Silva, de 64 anos, morreu atingida por dois tiros. De acordo com os agentes de segurança, não houve revide aos ataques da noite de segunda-feira

Por O Dia

Terezinha Justina da Silva%2C de 64 anos%2C foi morta na noite de segunda-feira após levar dois tiros no Complexo da MaréFabio Gonçalves / Agência O Dia

Rio - A morte de Terezinha Justina da Silva, de 64 anos, na noite desta segunda-feira, no Complexo da Maré, segue sendo investigada. De acordo com policiais militares, duas viaturas do batalhão de campanha das Forças de Pacificação, que tinha PMs a bordo, foram atacadas por traficantes com mais de 50 tiros de fuzil.

Ainda segundo o policial, não houve revide dos militares e nem dos PMs e Terezinha Justina teria sido atingida neste momento com dois tiros, no tórax e abdômen. A idosa deu entrada no Hospital Federal de Bonsucesso às 22h07, com a morte confirmada às 22h40. De acordo com informação do PM, há possibilidade de haver mais vítimas.

"Por volta das 22h uma viatura recebeu tiros de criminosos e a informação que nós temos é que a patrulha não efetuou nenhum disparo", diz o major Alberto Horita, relações públicas da Força de Pacificação, em entrevista à CBN.

Foi a segunda morte na região num período de 48 horas. Na mesma segunda-feira, foi sepultado Jefferson Rodrigues da Silva, de 18 anos, morto no sábado por homens da Força de Pacificação.

A Polícia Civil investiga a morte de Jefferson. Em depoimento na 21ª DP (Bonsucesso), que investiga a morte do jovem, três PMs contaram que horas antes de supostamente trocar tiros com os fuzileiros navais e ser morto, Jefferson e o suspeito que o acompanhava e fugiu também teriam atirado contra uma guarnição da polícia.

Jefferson não tinha antecedentes criminais. Os soldados alegam que ele atirou contra os militares. A família diz que ele apenas se assustou e correu com a presença deles. A tia do jovem, a camelô Silvana Siqueira Soares disse que ele trabalhava em um lava-jato.

O titular da 21ª DP, delegado Delmir Gouveia, aguarda os resultados do laudo para dar continuidade a investigação.

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