Delegado não acredita que dançarino do 'Esquenta' tenha sido torturado

Titular da 13ªDP (Ipanema), Gilberto Ribeiro esteve nesta quinta-feira realizando novas perícias no Pavão-Pavãozinho

Por O Dia

Rio - O delegado titular da 13ªDP (Ipanema), Gilberto Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira não acreditar que Douglas Rafael da Silva Pereira tenha sido torturado como acusa sua mãe, Maria de Fátima Silva. Dançarino do programa "Esquenta", da Rede Globo, DG, como era conhecido, foi encontrado morto na última terça-feira, numa creche da comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

"Não podemos afirmar nesse primeiro momento o que aconteceu. O que podemos afirmar é que a situação de tortura a gente não consegue vislumbrar. Os ferimentos seriam escoriações da queda. Pelo tipo de lesão não há indicação de espancamento", diz.

Gilberto Ribeiro esteve nesta quinta novamente na comunidade para realizar novas perícias. O delegado foi até a laje onde os PMs afirmaram que o grupo de Pitbull estava localizado e também esteve na quadra aonde os policiais garantiram que foram recebidos a tiros por traficantes. Ele afirma ser necessário confrontar todas as versões.

"Contradição não há. Vamos ter que confrontar o que foi dito com o que vemos na cena do confronto. Foram ouvidos oito dos nove PMs envolvidos no confronto e um será ouvido amanhã (sexta-feira). Um dos policiais contou que viu o DG pulando de uma laje de onde vieram os tiros para uma laje vizinha da creche", afirma Gilberto Ribeiro, que apreendeu todas as armas dos PMs.

De acordo com o delegado, os policiais militares negaram que tenham atirado na direção do DG, mas confirmaram que houve troca tiros com o bando de Pitbull, que estava na laje. Segundo Gilberto Ribeiro, caso não seja localizado o projétil, será quase impossível descobrir de qual arma saiu o tiro que matou o dançarino.

Ele foi comunicado na madrugada de terça-feira, às 5h, do confronto que aconteceu no Pavão-Pavãozinho, mas a primeira informação é de que não houve feridos. Por volta das 11h, quando a perícia da Polícia Civil chegou ao local, junto com os PMs da UPP, é que foram localizar o corpo de Douglas Rafael. O delegado explicou que não houve erro durante a perícia inicial.

"Não houve falha. Quando há crostas de sangue, é difícil um perito identificar um orifício, já que na perícia de local não há lavagem do corpo. Essa é uma situação possível de acontecer, por isso somente em alguns casos, somente após a lavagem é possível encontrar perfurações".

Gilberto confirmou a presença do traficante Pitbull no Pavão-Pavãozinho e não soube precisar se ele e DG tinham uma relação de amizade.

"Sabemos que ele (Pitbull) está lá, já que ele tem provocado situações de confronto com PMs da UPP. Os PMs que depuseram disseram tê-lo visto neste último confronto. Agora é possível que haja uma ligação (entre DG e Pitbull), mas não é possível afirmar nada. Não tem como dizer se ele era usuário, amigo ou integrante da facção".

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