Delegado entrega nesta quinta-feira ao MP o inquérito de 26 ativistas

Destino dos manifestantes acusados de formação de quadrilha armada pela Polícia Civil virou uma batalha judicial

Por O Dia

Rio - O destino dos manifestantes acusados de formação de quadrilha armada pela Polícia Civil virou uma batalha judicial. Nesta quinta-feira, enquanto o advogado de parte deles, Marino D’Icarahy, entrava com pedido de habeas corpus para os cinco ainda presos, o delegado responsável pelo inquérito, Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, indiciava e pedia a prisão preventiva dos 26 investigados: os cinco presos, entre eles Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho; os doze libertos na madrugada de ontem e mais nove considerados foragidos. O delegado entrega hoje o inquérito ao Ministério Público, que poderá denunciar ou não os indiciados.

Os manifestantes libertos na quinta foram: Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes, Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia, Bruno de Souza Vieira Machado, Gabriel da Silva Marinho, Gerusa Lopes Diniz, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, Eloysa Samy Santiago, Rebeca Martins de Souza e Joseane Maria Araújo de Freitas.

Também na quinta-feira, em outra investigação, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) apreendeu um adolescente de 15 anos por crimes análogos a explosão, incitação à prática de crime e quadrilha ou bando, além de porte de material explosivo. Na casa do menor, a polícia apreendeu um computador e telefones celulares que eram utilizados para postagens de incitação à prática de crime através de redes sociais. Ainda segundo a polícia, o adolescente participou de vários atos de vandalismo durante as manifestações e foi flagrado arremessando coquetel molotov e rojões.

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