Internado na Fiocruz não tem ebola, aponta primeiro exame

Outro exame será feito no domingo e guineense terá alta médica se o resultado for negativo

Por O Dia

Rio - Souleymane Bah, de 47 anos, não está com ebola, informou o Ministério da Saúde neste sábado. O guineense fez um exame que teve resultado negativo, porém, de acordo com a pasta, um segundo exame terá que ser realizado e o resultado deste só sairá 48 horas depois que for coletada a primeira amostra. Em coletiva realizada hoje, o diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Alejandro Hasslocher, tranquilizou a população: " Estamos muito bem preparados para lidar com o ebola".

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Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o estado de saúde de Souleymane Bah é bom. Ele não tem febre e está mantido em isolamento total no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fiocruz, em Manguinhos, Zona Norte do Rio. Caso o segundo exame tenha resultado negativo, o paciente sairá do isolamento e o sistema de vigilância dos contactantes será desmontado.

Neste domingo, será colhida a segunda amostra de sangue, que também será enviada para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, no Pará, que pertence à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Africano chegou da Guiné ao Brasil no dia 19 de setembroDivulgação / Polícia Federal

O caso suspeito de ebola foi notificado na quinta-feira, na Unidade de Pronto Atendimento Brasília, em Cascavel, no Paraná. Segundo o Ministério da Saúde, todas as medidas de biossegurança foram adotadas pelas autoridades para isolamento do paciente e investigação de todas as pessoas que tiveram contatos com ele, para que seja interrompida uma possível cadeia de transmissão do vírus.

Com o resultado negativo para ebola neste primeiro exame, de acordo com o ministério, todas as 64 pessoas com possibilidade de contato deixam de ser acompanhadas a partir de agora.

Souleymane  saiu de Guiné, na África Ocidental, no dia 18 de setembro, com conexão em Marrocos, e chegou ao Brasil em 19 de setembro. Por apresentar febre e ter vindo de um dos países com casos da doença, o caso foi classificado como suspeito. Até que seu caso clínico seja resolvido, o africano será acompanhado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

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