Policiais civis são presos acusados de tráfico, extorsão e estelionato

Agentes da Polícia Federal e MP realizaram operação para prender quadrilhas que atuavam em vários municípios

Por O Dia

Rio - A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP), realizaram nesta quinta-feira uma operação no Sul Fluminense para cumprir 25 mandados de prisão preventiva contra três quadrilhas que, apesar de atuarem de forma diferente, tinham ligação entre si. Entre os acusados, estão policiais civis, acusados de crimes de associação para o tráfico, tráfico de entorpecentes, quadrilha, usurpação de função pública, extorsão e estelionato. Eles agiam nas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Juiz de Fora (MG) e diversos municípios de São Paulo.

Até o momento, 13 pessoas já foram presas, sendo oito delas policiais.Também estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e o sequestro, bloqueio e indisponibilidade dos bens e valores de parte dos denunciados.

Materiais de pirataria foram apreendidos durante a operação da PF e Ministério Público no Sul FluminenseDivulgação

A investigação teve início há dois anos e identificou três grupos criminosos. Um é formado por traficantes que atuavam nas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Juiz de Fora e outras de São Paulo. O segundo é formado por nove policiais civis, lotados na 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (9ª CRPI) e na 93ªDP (Volta Redonda) na época dos crimes. Já o terceiro atuava nos mercados populares de Vila Santa Cecília e Avenida Marechal Peixoto, em Volta Redonda e pagavam propina a vários policiais da região.

Segundo o promotor do Gaeco, Bruno Gaspar, os policiais extorquiam comerciantes e ex-presidiários para não forjar crime contra eles. Ele relata que os policiais chegaram a extorquir um ex-presidiário, cobrando R$ 100 mil. Os agentes ameaçaram a vítima de forjar um crime contra ela.

Policiais já haviam sido investigados pela Corregedoria

De acordo com os agentes, os policiais envolvidos no esquema já haviam sido investigados pela Corregedoria da Polícia Civil. Ao fim da investigação, eles foram transferidos da 93ª DP (Volta Redonda) para outras delegacias da Região Metropolitana.No entanto, a maioria deles reside em Volta Redonda e Barra Mansa, e continuaram nos locais, extorquindo as pessoas.

De acordo com a denúncia, a quadrilha era liderada pelo inspetor de polícia Guilherme Dias Coelho, conhecido como 'Guilherminho'. Eles extorquiam comerciantes e ex-presidiários e falsificavam documentos. O grupo ainda tentou aplicar um golpe numa seguradora.

O terceiro núcleo, que atuava nos mercados populares de Vila Santa Cecília e Avenida Marechal Peixoto, em Volta Redonda, participava de esquema de arrecadação de dinheiro e pagamento de propina a vários policiais da região. Com isso, a comercialização ilegal de produtos piratas era realizada sem qualquer tipo de fiscalização.

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