Beltrame solicitou para escolta pessoal coronel afastado, diz revista

Tenente-Coronel do Bope é acusado de comandar ações truculentas contra black blocs

Por O Dia

Rio - O afastamento do tenente-coronel Fábio de Souza do comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope), acusado de comandar ações truculentas contra black blocs em 2013, continua a abrir polêmica. Ontem, de acordo com site da revista ‘Veja’, ciente de que o oficial deixaria o comando do Bope, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, teria solicitado a sua transferência para a sua escolta pessoal, o que significaria um prêmio em vez de punição.

O coronel Fábio, segundo inquérito policial militar, insuflava violência nos protestos com mensagens de cunho nazista e alimentava uma guerra interna na PM fluminense. Fábio comandava a unidade no momento mais crítico dos confrontos no Rio e, por seus métodos violentos, foi afastado dois meses após os confrontos com manifestantes pelo então comandante da PM, José Luís Castro.

“Quando tomei conhecimento do fato determinei a abertura de um procedimento apuratório e a substituição do coronel Fábio no Bope. Depois estive pessoalmente na sala do secretário de Segurança e informei o que tinha ocorrido. Ele só me pediu que o transferisse para a Secretaria de Segurança”, disse Castro, de acordo com ‘Veja’.

A transferência do então tenente-coronel para a Secretaria de Segurança (Seseg) foi publicada no mesmo boletim interno (número 053) que anunciava sua saída do Bope, em 24 de março de 2014.

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