Autoridades dos Estados Unidos intensificam buscas por brasileira

Itamaraty garantiu empenho à família da professora desaparecida desde o dia 1º de fevereiro

Por O Dia

O Itamaraty garantiu nesta quinta-feira à família de Najla da Cunha Salem, de 43 anos, professora de inglês de Volta Redonda, desaparecida nos Estados Unidos desde o dia 1º de fevereiro, que as autoridades americanas intensificaram o patrulhamento à procura dela.

Najla tentava atravessar clandestinamente o deserto do Texas, com o objetivo de chegar a Nova York, conforme o último telefonema dado por ela para o namorado, de nome Dag, que mora lá há anos. Até a noite de ontem, porém, não havia nenhuma informação sobre o seu paradeiro. A Interpol também já estaria agindo no caso.

Professora de inglês%2C Najla Salem fez o último contato com o namorado no dia 1º de fevereiro%3B ele recebeu informação de que ela teria morrido ao fazer a travessia Reprodução Facebook

“Continuamos nossa vigília angustiante à espera de notícias da minha filha. A cada dia que passa nossas esperanças precisam ser renovadas. Cada telefonema é um susto”, desabafou Gilda, 62 anos. “Estamos tentando agilizar também a volta de Felipe (que completa 13 anos manhã), filho da minha irmã, que tem dupla nacionalidade e está em Nova York desde o final do ano passado com o namorado dela. Somente na semana que vem é que ele deverá regressar”, comentou Nárrida, 44, irmã de Najla.

A brasileira pagou, ainda no Brasil, mais de R$ 57 mil a um agenciador de coiotes (guias de imigrantes ilegais) para fazer a travessia entre o México e os EUA. Ela vinha mantendo contato regular com parentes, dizendo que esperava o melhor momento para atravessar uma região desértica no Texas, onde a temperatura costuma alcançar 54 graus centígrados e é habitada por animais peçonhentos, como cobras cascavéis.

Em dez anos, mais de 2 mil esqueletos humanos foram encontrados nesta região hostil, na fronteira dos dois países, de acordo com a ONG Humane Borders.

O tio de Najla, Luiz Antônio da Cunha, 60, revelou que a sobrinha parecia ter premeditado que alguma coisa iria dar errado.

“Ela pediu às vésperas de viajar que eu cuidasse do filho, se ela não voltasse”, comentou Luiz Antônio. Há pouco mais de duas semanas a família sofreu com a morte da avó de Najla.

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