Versão da Broadway da Paixão de Cristo atrai fiéis nos Arcos da Lapa

Cardeal Dom Orani pediu tolerância e paz para a Cidade Maravilhosa

Por O Dia

Rio - Milhares de pessoas acompanharam nesta sexta-feira, às 19h, a tradicional encenação da Paixão de Cristo, nos Arcos da Lapa com 37 atores e cantores da Companhia de Teatro Julieta de Serpa. O espetáculo teve uma hora de duração e emocionou o público. Entre os presentes, o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Dom Orani Tempesta, que comandou a procissão do Senhor Morto, da Catedral Metropolitana do Rio até a Lapa.

Após a apresentação, a procissão retornou à catedral, porém, antes, o religioso deixou uma mensagem de paz e lembrou a violência que assola a cidade. “O mundo está muito violento e em nossa cidade há pessoas que choram. Temos visto tantas perseguições e intolerância. Gostaria que no Rio de Janeiro, nossa Cidade Maravilhosa, cada um tivesse a vontade de ser bom. Se quer que alguém faça algo por você, faça você primeiro por ele”, pregou.

Dom Orani participou do Auto da PaixãoAlexandre Brum / Agência O Dia

A encenação é promovida pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Este ano, o espetáculo, que acontece há 45 anos, foi inspirado nos musicais da Broadway e apresentou uma versão moderna dos últimos passos de Jesus. Entre as novidades, bailarinos e efeitos de LED. “É um espetáculo para refletir, emocionar e também para trazer paz, principalmente num momento de tanta violência como esse em que estamos vivendo”, disse o diretor Rubens Lima Junior.

Segundo ele, foi necessário apenas um mês e meio de ensaio. “O espetáculo estava pronto desde o ano passado quando seria realizado na Catedral, o que infelizemente não aconteceu”, lembrou Junior. Ele se referiu ao cancelamento, pela primeira vez, da programação da Semana Santa pela Arquidiocese do Rio. A decisão foi tomada por medida de segurança em função do acampamento, na entrada principal do templo, de ex-ocupantes do terreno da operadora de telefonia Oi, no Engenho Novo, que foram expulsos do local e ficaram na rua.

A paulista Isidora Souza, de 64 anos, viu o espetáculo pela primeira vez. “Adorei. Foi muito emocionante”, contou ela que estava com o sobrinho Marcelo Veiga e o amigo Luiz Silvestre.

Últimas de Rio De Janeiro