Manifestação contra violência em favelas do Rio começa a dispersar

Grupo que chegou a ter 500 pessoas evitou confronto com o Batalhão de Choque e retornou à praça do Largo do Machado

Por O Dia

Rio - Lentamente, depois de momentos de tensão, o protesto contra a violência em favelas do Rio e que pedia a saída do secretário estadual Segurança, José Mariano Beltrame, na noite desta quarta-feira, foi perdendo força.  Ao serem impedidos de seguir quando chegaram em frente  à sede do Fluminense, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, ao se deparararem com homens do Batalhão de Choque, os manifestantes decidiram retornar ao Largo do Machado e não houve confronto. 

Por volta das 20h, os agentes do Choque criaram uma barreira humana e houve negociação, já que o objetivo do grupo era fazer um protesto em frente ao Palácio Guanabara. 

Quando concentrados na praça do Largo do Machado, o grupo de manifestantes chegou a reunir cerca de 500 pessoas e exibiam cartazes denunciando os últimos episódios de violência no Rio de Janeiro. 

Em alguns cartazes, lia-se a mensagem "Je suis Eduardo", em referência ao menino de 10 anos Eduardo Ferreira, morto por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão, na Zona Norte. Discursos políticos eram entoados e bandeiras de movimentos sociais e partidos eram balançadas. A Polícia Militar acompanha o protesto e, até a última atualização desta matéria, a manifestação seguia pacífica.

Trânsito complicado na região

Devido ao protesto há interdições na Rua Pinheiro Machado, sentido Botafogo e os motoristas que saem do Túnel Santa Bárbara são desviados pela Rua das Laranjeiras, sentido Cosme Velho. A melhor opção para sair do congestionamento é o Túnel Rebouças, que tem trânsito intenso, segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. A CET-Rio e a Polícia Militar atuam no local e o transito é lento na região.


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