Brazão é eleito conselheiro do TCE

Eleição aconteceu nesta tarde na Assembleia Legislativa do Rio. Deputado estadual teve 61 dos 66 votos declarados

Por O Dia

Rio - O desfecho foi o que todo mundo esperava, mas ninguém imaginou que seria tão rápido. O deputado estadual Domingos Brazão (PMDB) foi eleito, na tarde desta terça-feira, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Foram poucos os votos que Brazão e Picciani não conseguiram garantir. O parlamentar teve 61 votos dos 66 declarados em plenário na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Somente a bancada do Psol votou no candidato de carreira do tribunal Ivy Nicolaevsky, que obteve quatro votos.

O deputado Marcos Abrahão (PTdoB), que também era candidato, recebeu apenas um voto, que foi dado por ele mesmo. Antes da votação, ele pediu a palavra e se disse contra as indicações políticas para cargos no Tribunal. “Mas como é possível que eu seja candidato, me sinto preparado”, declarou o deputado, que também aproveitou o tempo de fala para voltar a se defender das acusações de envolvimento no homicídio do deputado Valdeci de Paiva ocorrido há 12 anos.

Ex-presidente da Alerj e que teve sua candidatura ao TCE implodida por Picciani,o atual secretário de governo Paulo Melo (PMDB) foi lembrado. “Não sou seu eleitor, Brazão, sou da base do governo. Meu voto seria do Paulo Melo”, afirmou Jânio Mendes (PDT). Brazão ficou sentado praticamente durante toda a eleição, tomando nota dos votos de cada parlamentar.

Nove candidatos se inscreveram para o cargo, mas um - Virgílio de Oliveira Souza - desistiu da candidatura. Os outros candidatos eram Helson Gusmão de Oliveira, Marcos de Abreu Basto Lima, Paulo de Tarso Pereira Ribeiro, Marcelo Guerino Pereira Couto e Sergio Luis Alves Pires.

Brazão é cumprimentado após ser eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)Bruno de Lima / Agência O Dia

Entre os pré-requisitos necessários para concorrer ao cargo estão "reputação ilibada, conhecimentos jurídicos, contábeis e econômicos." Nesta segunda-feira, Brazão já havia conseguido uma vitória na corrida pela vaga no TCE: o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou por maioria de votos a queixa-crime por ameaça e crimes contra honra contra ele feita pela deputada Cidinha Campos (PDT).

Em 2014, durante bate-boca na Assembleia Legislativa (Alerj), Brazão chamou a parlamentar de “puta” e “vagabunda”. No meio da confusão, que começou em reunião no colégio de líderes e se estendeu para o plenário, a pedetista xingou o deputado de “ladrão” e “matador”.

O desembargador Cláudio de Mello Tavares, relator do processo, considerou que o descontrole de Brazão ocorreu durante discussão acalorada, e que não configurou-se ameaça. De acordo com o magistrado, os ânimos estavam exaltados e as palavras foram lançadas a esmo, e que não se configuraram ameaça.

Enquanto o futuro da denúncia era decidido no TJ, reunião da Mesa Diretora da Alerj aprovou o currículo de Brazão e de outros sete postulantes ao cargo de conselheiro do TCE. O relator do peemedebista foi André Ceciliano (PT), que expediu parecer favorável à candidatura.

No texto, o petista destaca que Brazão comprovou “conhecimentos jurídicos, econômicos e de administração”, necessários para vaga no TCE, durante seus quase 20 anos de vida parlamentar.

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