Antes da citação de Eduardo Cunha, Moro havia proibido nomes de políticos

Em nota divulgada em resposta a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, o magistrado afirmou que não cabia ao Juízo “silenciar testemunhas ou acusados”

Por O Dia

Rio - O juiz Sérgio Moro já impediu que réus do caso Petrolão citassem nomes de políticos em seus depoimentos. Mas, sexta-feira, em nota divulgada em resposta a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, o magistrado afirmou que não cabia ao Juízo “silenciar testemunhas ou acusados”.

Ano passado, durante depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o juiz não permitiu que advogados de outros réus fizessem perguntas que provocassem a nomeação de políticos.

Para o STF

Ao impedir perguntas, Moro evitou a possibilidade de advogados tentarem retirá-lo do caso. A nomeação de deputados suspeitos poderia fazer com que os processos fossem unificados e levados para o Supremo Tribunal Federal. Ontem, advogados de Cunha solicitaram o envio do caso para o STF.

Questionamento

Em novembro, o ministro Teori Zavascki, do STF, encaminhou para Moro documento em que o advogado Fábio Tofic Simantob questionava a omissão de nomes de políticos.

Orientação

Dias depois, o juiz admitiu, em despacho, sua “orientação” para que “depoentes não indicassem,em audiência”, o nome de políticos. Segundo ele, isto foi feito para preservar a autoridade do STF.

Garantia

Nesta segunda-feira, em almoço em homenagem a Leonardo Picciani, líder do PMDB, Cunha disse que não atrapalhará a votação de projetos do ajuste fiscal.

Esclarecimento

Não são verdadeiras as informações que, sábado, em um programa de rádio, o ex-deputado Anthony Garotinho atribuiu a este colunista. A conversa telefônica por ele citada não ocorreu.

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