'Ring girls' das comunidades

Competição, que terá 13 lutas no card, acontecerá daqui a duas semanas, dia 18, na Vila Olímpica de Vila Isabel

Por tamyres.matos

Rio - O sonho de virar modelo fotográfico não é exclusividade do asfalto. Em busca de espaço para subir na vida, 12 meninas nascidas e criadas em comunidades se inscreveram no concurso que procura ‘ring girls’ para o Lutando Pela Paz, campeonato de MMA só com lutadores que vivem e treinam em favelas.

A competição, que terá 13 lutas no card, acontecerá daqui a duas semanas, dia 18, na Vila Olímpica de Vila Isabel. “Como é uma produção de comunidade, faz todo sentido dar uma chance às meninas locais”, conta Wladimir Alves, organizador do evento e irmão do campeão Will Ribeiro, que ensina a arte do boxe e do muay thai no Andaraí, Macacos e Fogueteiro, entre outras.

Da esq. para a dir.%3A Barbara Fastino%2C 18%2C Amanda Rodrigues%2C 19%2C Rosana Ferrreira%2C 31%2C Jaciara Lemos%2C 18%2C e Dayana Jesus%2C 22 Paulo Alvadia / Agência O Dia

“Vamos escolher três delas para aparecerem nos intervalos das lutas segurando o card que indica o número do próximo round.” Algumas das meninas se encontraram para um ensaio no ginásio do Flor da Mina, no Andaraí, ontem. Em comum entre elas, além da beleza, vontade de seguir carreira mostrando o que é que as favelas cariocas têm.

COMPETIÇÃO É OPORTUNIDADE PARA AS MENINAS SUBIREM NA VIDA

Bárbara, Amanda, Rosana, Jaciara e Daiana (foto) apostam na simpatia para ganhar a vaga. Umas tímidas, outras despachadas — mas todas simpáticas e com atributos para deixar o público de boca aberta —, acham que a beleza vai ajudá-las a melhorar de vida.

“É um desafio”, diz Rosana. “Vou deixar a timidez de lado”, emenda Bárbara. “Sou a mais bonita”, diz Amanda. “Vou aparecer”, comenta Daiana. Mas a frase emblemática é de Jaciara, a mais nova, de 18 anos.“A palavra é oportunidade.” Alguém duvida?

CASÉ E A MANGUEIRA

Estrela do ‘Esquenta’, Regina Casé dará uma moral aos jovens da Mangueira inscritos no projeto Eco Moda. “A partir de tecidos e roupas usadas, customizamos o vestido que ela usará num programa”, conta Ingrid Gerolimich, superintendente de Território e Cidadania da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

CORAL NA HEBRAICA

Enquanto reforma o casarão da sede, no Cosme Velho, o Coral da Pediatria Brasileira junta morro e asfalto na Hebraica. Unindo comunidades distintas como Jacaré, Maré e Cerro Corá, o espaço surgiu para aproximar mães domésticas que trabalham na Zona Sul e seus filhos, que ficavam longe delas durante o trabalho.

FUNK NO PALÁCIO 1

Reunião no Palácio Guanabara, terça, com Sérgio Cabral e secretários de Cultura, Defesa Civil e Casa Civil, deu início à legalização dos bailes funk, promessa do secretário Beltrame feita aqui. Pessoas próximas ao secretário dizem que ele se chateou com o ritmo lento da Casa Civil no trato do assunto.

FUNK NO PALÁCIO 2

E por falar em Palácio, Cabral recebe depois de amanhã representantes dos Prazeres, Escondidinho, Fallet, Fogueteiro, Coroa, São Carlos, Mineira e Querosene para ouvir reivindicações. O funk estará na pauta, mas Fafá, do Fallet, sonha com o fim do despejo de esgoto no Rio Papa-Couve, que corta a comunidade.

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