Tratamento hiperbárico: auxílio na cicatrização

Paciente respira oxigênio puro dentro da câmara e recebe alta pressão

Por O Dia

Diabética há 20 anos, Solange Marques, 61 anos, caiu no final do ano passado e rompeu o tendão de Aquiles, na região do calcanhar. Ela conta que sofreu muito, mas se recuperou com o tratamento hiperbárico. “Passei por uma cirurgia em janeiro de 2015. Não dei conta da gravidade do meu caso até chegar ao ponto de mal conseguir andar. Tive rejeição dos pontos e o tecido da cirurgia necrosou. Fui submetida à outra cirurgia e fiquei com um buraco na perna. Meu médico me indicou o tratamento hiperbárico, que mudou minha vida. Comecei a me tratar em setembro. Isso é fantástico”, comemora Solange.

Filial da Hiperbárica em Nilópolis é a única a oferecer o tratamento na região e atende 250 pessoas por mês RENATO FONSECA

Nesse tratamento, o paciente respira oxigênio puro (100%) em uma câmara hiperbárica, enquanto é submetido a uma pressão duas a três vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar. É indicado para curar feridas de difícil cicatrização de origem venosa, arterial ou diabética, pós-cirúrgica, infecções ósseas e queimaduras.

Há 130 câmaras no Brasil e apenas 16 no estado. E a filial nilopolitana da Hiperbárica Hospitalar (rua João Pessoa 1794, Centro, tel.: 3760-0895), onde dona Solange se trata, é a única na Baixada a oferecer esse tipo de tratamento, com média de 250 atendimentos mensais.

Iriano Alves, diretor da unidade, fala como resgata a autoestima e dignidade de seus pacientes. “São pessoas muito sofridas, com feridas antigas, e oferecemos um ambiente alegre e humanizado. Dizemos que nossos pacientes nos procuram para se recuperarem e não para se tratarem”, explica.
O tratamento especializado já rendeu prêmios à clínica, como o Oscar Alvear Urrutia 2015 (da Federação Interamericana de Associações de Gestão Humana) e o Ser Humano 2014 (da Associação Brasileira de Recursos Humanos), entre outros.

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