Um Pouco de História: Olinda, um bairro muito atípico

Descendentes das famílias pioneiras ainda vivem na região

Por O Dia

Local da cancela do trem é hoje chamado “Buraco de Olinda”Divulgação


Olinda é um importante bairro da cidade de Nilópolis e possui característica atípica na sua relação com o Governo Municipal: sempre desfrutou o seu território de uma relativa independência sem comprometer as regras locais. Quando a cidade conquista sua emancipação político-administrativa, em 1947, a sua divisão ficou estabelecida que o novo município fosse composto de dois distritos: Nilópolis e Olinda. Esta divisão permitiu que em Olinda tivesse cartório e outros equipamentos da vida comum para o funcionamento da cidade.

Por força da Lei Emancipatória de 1947, o 2º Distrito possuía os seguintes limites: com o 1º Distrito pelos eixos das ruas Corina Padrez e Manuel Reis, com o Distrito Federal pelo Campo de Instrução do Gericinó e pelo Rio Pavuna, com o município de São João de Meriti pela linha de transmissão da Cia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro. A Lei Orgânica do Município de Nilópolis foi promulgada em 05 de abril de 1990.

Nove anos depois, em 23 de dezembro, foi criada a Lei Municipal 5935. Esta, tratou da Lei dos Bairros e o 2º Distrito ficou com a seguinte divisão de bairros: Centro de Olinda; da Mina (Nova Olinda); Paiol; Cabral; Cabuis II e Manoel Reis II.

Interessa-nos aqui o Bairro Centro de Olinda, que apresenta limites ao sul com o Rio de janeiro pelo rio ou canal da Pavuna, em Anchieta; à leste pela Rua Sen Fernando Mendes até o rio Pavuna; ao norte fazia divisa com a Rua Dr. Manoel Reis e pelo oeste apresentava limites com a pracinha Paes Leme e sua respectiva rua, até o rio Pavuna. Neste espaço os dados estatísticos apresentados pelo IBGE em 2010, são de 10.800 habitantes. Hoje já são cerca de 158 mil moradores.
Historicamente as terras do 2º Distrito pertenceram à Fazenda do Cabral e em sua maior parte à Fazenda São Mateus.

A falta de informações com os limites de cada fazenda e seus respectivos marcos dificulta a localização mais exata dos abairramentos. Historiadores nilopolitanos preocupam-se com o processo histórico do 1º Distrito.

Levantam-se um amontoado de informações a cerca do patrimônio e citam importantes personagens que promoveram o progresso, mas não faz referência às famílias pioneiras do progresso de Olinda.
Na história da oralidade, vamos encurtar caminhos, sem passar pela longa pesquisa cartorial e ouvir os descendentes destes pioneiros que ainda estão vivos.

Se considerarmos as famílias Canoas, Jardim, Casemiro, Flores e muitas outras, podemos montar o mapa das relações humanas aqui desenvolvidas, quem foram estes cidadãos e suas inserções na história local.

Últimas de _legado_O Dia na Baixada