Wilson Diniz: Dilma está em processo de transtorno psíquico

A presidente passa descontrole emocional, angústia e desespero quando fala à nação

Por O Dia

Rio - T.S. Eliot, dramaturgo e Nobel de Literatura, poetizou: “Uma nave ao léu, ai, meu Deus, sou eu mesmo”. É o caso de Dilma, que está passando no comando da nação como se fosse uma obnubilada. Perdida, sem controle emocional e vítima da base aliada oligárquica e fisiológica do PMDB, que jogou a toalha. Pede socorro a Lula para salvar o governo.

Freud, em ‘Luto e Melancolia’, é ponto de referência das patologias mentais evidentes nos discursos de Dilma quando engole os microfones e afronta o povo com bravatas. Luto é a perda para sempre de um ente querido; melancolia é a perda temporária destes valores. No fundo do debate, Freud está falando de depressão. Dilma passa descontrole emocional, angústia e desespero quando fala à nação. Irradia ódio confuso, em um descontrole que uma governante não pode ter.

Mas é na obra do filósofo Nietzsche que Dilma encontra um de seus personagens. “O louco que grita em praça pública, dizendo que Deus está morto.” Se o filósofo estivesse vivo, reescreveria que quem matou Deus para o povo brasileiro foi Dilma.

O debate político deixa o país sem ‘ carta náutica’ e sem projetos que mostrem cenários para resgatar o crescimento da economia e de soluções que reduzam os impactos da crise nas finanças dos estados. A imprensa, loteada de analistas “porcos-espinhos” (Nate Silver), que fazem comentários momentâneos e que mudam de opinião a todo instante, confundem o telespectador e os leitores de jornais que estão sentados no divã à espera de mudanças.

Os canais fechados de TV ainda salvam o debate político com cientistas e economistas que, mesmo de pensamento diferentes, ainda deixam análises que a assessoria da Dilma poderia utilizar como receituário. Nos últimos dias os comentaristas batem nas mesmas teclas: impeachment e golpe inconstitucional. O debate está saturado sem informar aos leitores os horizontes do país.

Com Dilma em processo de transtorno psíquico e a imprensa em crise concorrendo com as redes sociais, todos nós estamos em luto e melancolia, mas Deus não está morto. Quem morreu foi o governo Dilma, ilhada no Congresso e refém do PMDB para não sofrer o impeachment..

Wilson Diniz é economista e analista político

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