Aristóteles Drummond: Devagar com o andor

Essa esquerda que saqueou o país difamou o coronel Mário Andreazza, o tocador de obras do regime militar em três dos mais operosos governos

Por O Dia

Rio - Todo o Brasil decente e trabalhador apoia as ações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça neste passar a limpo do país. A impunidade precisa acabar e está acabando. Vamos ter um país mais ético, dentro da média dos países desenvolvidos. Nesse clima passional, a irresponsabilidade corre solta, e o bom senso resvala para a omissão, como que intimidados pelos sentimentos — e ressentimentos — que parte de simpatia ou antipatia ou por indução pela deformação de fatos e versões.

Exemplo clássico foi o tenente João Alberto Lins e Barros, companheiro de Getulio Vargas na Revolução de 1930, que exerceu inúmeras funções importantes, inclusive a Interventoria, em São Paulo, e a Chefia da Polícia, no Rio. A metralhadora de Carlos Lacerda o atingiu, cuspindo acusações de desonestidade. Deixou viúva e filhos no limite da pobreza, limitados a uma pensão de tenente. Em 1972, sabedor das dificuldades da família e considerando os serviços prestados em tantos cargos públicos, o presidente Médici assinou decreto promovendo o oficial ‘post-mortem’ para garantir uma pensão compatível à viúva.

Recentemente, essa esquerda que saqueou o país difamou o coronel Mário Andreazza, o tocador de obras do regime militar em três dos mais operosos governos. Deixou viúva com a pensão de oficial, insuficiente para a manutenção do apartamento que possuía, vendido para cobrir gastos.

Isso tudo para chegar à recente e chocante iniciativa do procurador da República em relação ao presidente José Sarney, 86 anos, com mais de 60 de vida pública, de comportamento austero e vida pessoal impecável. Deu exemplo de tolerância, patriotismo e generosidade ao longo de difícil mandato de cinco anos. Sou testemunha de sua bondade ao acompanhar a doença de seu ministro e meu então chefe, José Hugo Castelo Branco.

À luz dos números, o seu governo foi positivo, mesmo com a inflação galopante.
Fernando Gabeira já se manifestou sobre o exagero de se colocar uma tornozeleira no veterano homem público. Diria que, mais do que um exagero, é um desrespeito a uma personalidade da política e da literatura, membro da Academia Brasileira. Muito diferente de outros ex-presidentes, de má conduta tristemente inquestionável. Manifestação que faço por uma questão de consciência e compromisso com o país.

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