Cabral e Adriana Ancelmo viram réus na Operação Lava Jato

Denúncia contra outras cinco pessoas, entre elas empreiteiros, também foi aceita. MPRJ quer ressarcimento da Petrobras em R$ 2,7 milhões

Por O Dia

Rio - O juiz federal Sérgio Moro abriu ação penal nesta sexta-feira, 16, contra o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) por propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras. O Ministério Público Federal (MPF) quer o ressarcimento da estatal em R$ 2,7 milhões.

Segundo a denúncia, em 2008, foi celebrado um contrato um contrato no valor de R$ 819,8 milhões, contendo cinco "aditivos", o que fez seu valor subir para R$ 1.179.845.319,30.

Cabral em sua chegada à PF em Curitiba Reprodução RPC TV

"Os denunciados Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Wilson Carlos e Carlos Miranda receberam a vantagem indevida, a qual foi paga em 3 (três) parcelas, a primeira, no dia 18 de outubro de 2008 e, as demais, possivelmente, nos dias 03 de março de 2009 (SP), 10 de março de 2009 (SP), 12 de janeiro de 2009 (RJ) e 14 de janeiro de 2009 (RJ). Em consequência da promessa e da vantagem indevida oferecida, e, posteriormente, paga, Paulo Roberto Costa, em relação a licitações e contratos celebrados pela Andrade Guiterrez com a Petrobras", diz o texto da denúncia.

O casal Cabral e Adriana Ancelmo é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O mesmo ocorre com Wilson Carlos (secretário do governo do Rio durante a gestão de Cabral) e a mulher Mônica Carvalho, Carlos Emanuel Miranda (sócio do ex-governador). Já os ex-executivos da Andrade Gutierrez Rogério Nora e Clóvis Primo, são denunciados por corrupção ativa.

Transferência para Curitiba 

Por ordem do juiz Marcelo Bretas,Cabral foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no último dia 10. Ele foi preso no dia 17 de novembro na Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato do Rio, que investiga mesadas de empreiteiras para o ex-governador.

A transferência do Complexo de Gericinó, Bangu 8, para a sede da PF em Curitiba ocorreu após denúncia do MPRJ de que o ex-governador estava sendo privilegiado com visitas de amigos e parentes.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), "todas as visitas de familiares do ex-governador Sérgio Cabral foram previamente cadastradas e tiveram as carteirinhas de visitantes expedidas conforme normas desta secretaria".


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