Comissão Alerj vai cobrar resposta da polícia sobre sumiço de grávida na Central

Deputado Marcelo Freixo vai se reunir com familiares de Rayanne. Secretaria de Direitos Humanos pediu explicações da Polícia Civil sobre andamento do caso. Nenhuma linha de investigação deverá ser descartada

Por O Dia

Rayanne está grávida de sete meses do segundo filhoReprodução Facebook

Rio - A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) informou, nesta quinta-feira, que vai atuar no caso junto à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) para cobrar mais agilidade a respeito do sumiço de Rayanne Christini Costa, de 22 anos, grávida de sete meses, que foi vista pela última vez na Central do Brasil. Ainda nesta semana, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) deverá encontrar com familiares de Rayanne. 

"A Comissão de Direitos Humanos vai atuar neste caso. Estou tomando conhecimento, com mais detalhas, e ainda hoje vou telefonar para a família dela. Vamos cobrar da Polícia Civil para que ela tenha mais empenho na investigação. A dignidade não pode depender da cor da pele, da religião, fama ou dinheiro que a pessoa tenha. Em uma investigação, jamais pode haver seletividade", afirmou o parlamentar.

Freixo conta que a Polícia Civil deveria "dar mais atenção neste caso" e que a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, mesmo já estando de recesso, vai entrar no caso para ajudar a família no que for preciso.

Uma das linhas de investigação, da Polícia Civil, deverá ser o tráfico de crianças e de órgãos. De acordo com a Polícia Civil, nenhuma hipótese será descartada durante a apuração do caso. Nesta sexta-feira, por volta das 17h, amigos e familiares farão uma nova manifestação, desta vez em frente à Central do Brasil, onde a vítima sumiu, e na ocasião cobrarão mais empenho nas investigações.

Como O DIA tem mostrado desde sexta-feira, a mulher foi vista pela última vez após sair da estação de trem da Central, depois de marcar para receber doações — de roupas e fraldas — para a filha prestes a nascer. À ocasião, Rayanne foi encontrar com uma mulher, a princípio identificada como Lídia, que conheceu em um grupo de doações na internet. Ela iria até Magé, na Baixada Fluminense, onde pegaria, na casa da suspeita, o enxoval.  

Cartaz que a Polícia Civil divulgou Divulgação

Após uma semana, a polícia não tem nenhum paradeiro que indica o local onde possa estar Rayanne. Freixo conta que "os investigadores deveriam dar mais atenção aos familiares os atendendo e informando, sem prejudicar a apuração". "Nós da Comissão e vários delegados e agentes da polícia, lutamos para a criação de uma delegacia para investigar o desaparecimento das pessoas. Graças a Deus conseguimos a criação da DDPA. Esse deve ser o objetivo dela, solucionar o caso o mais rápido possível", finaliza o psolista. 

Jupira Costa, tia da vítima, esteve na tarde desta quinta na Cidade da Polícia, no Jacaré, para saber mais detalhes sobre as investigações. No entanto, sua ida ao local foi em vão. Nenhuma notícia foi passada para ela. 

No final da tarde desta quinta-feira, a Secretaria de Direitos Humanos (Seasdh), informou ao DIA que, enviou um ofício a delegada Ellen Souto responsável pela DDPA, pedindo explicações sobre o andamento das investigações.

Procurada, a Polícia Civil informou que, a DDPA está analisando imagens de câmeras de segurança da região da Central. Ainda de acordo com o comunicado, parentes e amigos de Rayanne estão sendo ouvidos. O órgão não informou se a delegada havia recebido a notificação da Seasdh.

Quem tiver qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode entrar em contato com a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) pelos telefones (21) 2202-0338 / 2582-7129 ou com a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) pelos telefones (21) 2334-8823 e 2334-8835 ou pelo chat https://cacpcerj.pcivil. rj.gov.br.

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento 

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