Homem é baleado durante assalto em frente ao estádio do Maracanã

De acordo com a PM, vítima usava o celular quando foi abordada por dois criminosos que estavam em uma moto. Bandidos conseguiram fugir

Por O Dia

Crime aconteceu por volta das 9h. Ninguém ainda foi preso Reprodução / Twitter

Rio - Um assalto em frente ao estádio do Maracanã, na Rua Eurico Rabelo, terminou com a vítima baleada na manhã desta terça-feira. O crime aconteceu às 9h, em uma área que há cerca de quatro meses era tomada de policiais que faziam a segurança da Rio 2016.

Segundo o 4º BPM (São Cristóvão), Marden Ribeiro, de 35 anos, estava parado, falando ao celular, quando dois suspeitos em uma motocicleta anunciaram o roubo. O celular da vítima caiu no chão e um dos assaltantes disparou, baleando o homem na panturrilha. Ele ia para o trabalho quando foi abordado.

“Uma passageira gritou dizendo que um cara tinha puxado o celular do homem. Assim que o sinal abriu, o comparsa dele, que estava em uma moto, puxou uma pistola. Eu vi pelo espelho retrovisor que a vítima não tinha esboçado reagir. Ele só ficou assustado. Do nada o cara atirou”, disse o taxista Maurício Mendes, de 41 anos, que assistiu à cena.

Ainda segundo o taxista, PMs tentaram perseguir os bandidos, mas um congestionamento impediu que eles prosseguissem.

A polícia recolheu um cartucho de pistola 9 mm. Marden foi socorrido ao Hospital Municipal Souza Aguiar com quadro de saúde estável.

Para moradores e comerciantes, o crime desta terça-feira é um alerta para a insegurança do Maracanã e de bairros adjacentes. O DIA percorreu diversas áreas da Tijuca e de Vila Isabel nesta tarde, como Praça Varnhagen, Boulevard 28 de Setembro, Avenida Professor Manoel de Abreu e Rua Maxwell, e não avistou policiamento a pé ou em viaturas. Nem em frente ao Tijuca Off Shopping, onde o policial Jeferson Cruz Pedra, de 37 anos, morreu após ser atingido por sete tiros no tórax durante assalto à joalheria Monte Carlo no dia 5 de janeiro.

“A cada meia hora, vemos um assalto aqui”, reclamou um comerciante da Praça Saens Peña, na Tijuca, que não quis se identificar. “Fui assaltada, há pouco tempo, perto da Usina. Não era um lugar que tinha assalto. E era meio-dia. Vejo poucos policiais”, contou uma jovem de 19 anos. “Fui assaltada com meus filhos e pais, às 17h30 na Rua Gonzaga Bastos. Precisamos de patrulhamento. Não aguentamos mais”, disse moradora de Vila Isabel. A PM informou que o policiamento é feito a partir da mancha criminal.

Últimas de Rio De Janeiro