Jornaleiro é agredido com marteladas na cabeça em Copacabana

Cícero Augusto, de 66 anos, foi golpeado enquanto estava abaixado dentro da banca repondo estoque de balas. Suspeito fugiu

Por O Dia

Rio - O jornaleiro Cícero Augusto de Araújo, de 66 anos, foi agredido, por volta de meio-dia desta quarta-feira, com marteladas na cabeça dentro da sua banca de jornal na esquina das ruas Inhangá e com Barata Ribeiro, em Copacabana. O agressor fugiu.

Cícero recebendo o carinho da esposa%2C e da filha%2C a também comerciante Daniele Araújo%2C após receber alta médica Maíra Coelho / Agência O Dia

O homem foi socorrido e levado para o Hospital Unimed Siqueira Campos, passou por uma cirurgia e foi liberado por volta das 2h da madrugada. Cícero recebeu alta após a operação e segundo os médicos, apesar dele ter levado ao menos 10 marteladas na cabeça, ele não sofreu traumatismo craniano.

Na tarde desta quinta-feira, Cícero recebeu a equipe de reportagem do O DIA em sua casa, e muito abalado relatou o ocorrido. "Estava arrumando os cigarros, agachado quando recebi a primeira pancada. O cara colocou os pés nas minhas costas, empurrava e batia na minha cabeça".

Uma testemunha, que preferiu não se identificar, relatou que o agressor teria dito, segundos antes de agredir a vítima "eu vim para te matar". Em seguida, desferiu vários golpes na cabeça do jornaleiro e fugiu. Cícero foi golpeado enquanto estava abaixado dentro da banca repondo o estoque de balas. O martelo velho e enferrujado foi apreendido no local por policiais da 12ª DP (Copacabana), que investigam o caso.

"Não sabemos ainda o motivo da agressão, mas não descartamos nenhuma hipótese, até assalto mesmo sabendo que não deram falta ainda de nada dentro da banca", explicou o delegado-titular da 12ª DP, Gabriel Ferrando. Os agentes estão em diligência na região em busca de imagens que levem o agressor à prisão.

Cícero Augusto de Araújo%2C jornaleiro agredido em Copacabana Agência O Dia

"A cabeça dele está toda costurada. Tomou chutes e marteladas. Fez tomografia e não deu nada. Ele passou as duas horas de cirugia falando. O médico falou que ele vai ter um trauma, pelo susto, mas vai passar. Não teve nenhum traumatismo. Ele estava com uma boina e acho que isso amorteceu", contou a filha de Cícero, Daniele Araújo, de 36.

Ela disse que não vai mais deixar o pai voltar à banca e que também não sabe o que motivou o ataque ao pai dela. "O pior já passou. Agradecemos a uma moça do bar que ficou o tempo todo com ele. Meu pai diz que não sabe o motivo desse crime. A banca pra ele é um hobby. Queremos sair daqui. Não vamos deixar ele voltar mais pra lá", contou ela. Segundo ela, o agressor é alto e negro.

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento

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