Mãe e filha morrem após serem baleadas no Morro da Mangueira

De acordo com moradores, Ana Cristina Conceição, 42 anos, foi morta ao descer para socorrer a mãe de 76 anos, que também não resistiu

Por O Dia

Rio - Mãe e filha morreram depois de ser baleadas no Morro da Mangueira durante tiroteio na comunidade na manhã desta sexta-feira. Marlene Maria da Conceição, de 76 anos, e Ana Cristina Conceição, de 42, foram levadas para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas já chegaram mortas.

Mãe e filha morreram vítimas de bala perdida na MangueiraReprodução Facebook

De acordo com um sobrinho de Ana, que pediu para não ser identificado, Marlene foi atingida quando saía de casa para descer o morro, e a filha, baleada quando tentou socorrer a mãe ao vê-la caída. Marlene foi atingida por quatro tiros, um em cada mão, um no joelho esquerdo e outro no pescoço. Já Ana Cristina foi baleada nas costas.Além delas, um homem ficou ferido e foi levado por moradores em um caminhão de gás para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Não foi informado o estado de saúde e nem a identificação da vítima.

Próximo ao local onde as duas mulheres foram atingidas havia dezenas de cartuchos vazios no chãoRommel Pinto / Parceiros / Agência O Dia

Pouco antes de ser baleada, Ana Cristina fez sua última postagem no Facebook justamente sobre o tiroteio na comunidade. “Não dá para acreditar. Estamos chegando a quase três horas de tiroteio”, escreveu. “Meu Deus e ela nem sabia que iria ser a vítima, que tristeza descansem em Paz (sic)”, comentou uma pessoa sobre a postagem no perfil de Ana.

Ônibus queimado

Após as mortes, manifestantes desceram o morro e fecharam a Radial Oeste. Um ônibus da Linha 627 (Inhaúma x Saens Peña) foi incendiado na via, na altura do Viaduto da Mangueira. Segundo a Rio Ônibus, o motorista do coletivo foi agredido ao tentar evitar o ataque, que ocorreu no início da tarde.

Segundo a instituição, 65 ônibus foram incendiados nos seis primeiros meses deste ano, aumento de 141% em relação a igual período de 2016 (27 registros).  O Batalhão de Choque foi acionado e dispersou o protesto com bombas de gás. A Divisão de Homicídios investiga as mortes de Marlene e Ana.

 

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