Roubo de carga vai deixar crianças sem brinquedo

Vítima de 47 assaltos em 2017, fabricante de massas distribuirá biscoitos em lugar do boneco 'Capi', que já é vendido ilegalmente

Por O Dia

Rio - O roubo de um caminhão de cargas que vinha de São Paulo e transportava 28 mil capivaras de brinquedo, da Piraquê, deixará crianças da Zona Norte sem o brinde que seria distribuído, amanhã, em um evento de Dia das Crianças promovido pela empresa no Parque Madureira. O brinquedo de borracha, conhecido como "Capi", será substituído por biscoitos da marca. O crime ocorreu na noite de 29 de setembro, no acesso à Avenida Brasil pela Rodovia Presidente Dutra. O caminhão foi recuperado algumas horas depois do roubo.

As capivaras roubadas seriam distribuídas para crianças amanhãDivulgação

De acordo com a Piraquê, esse foi o 47º caminhão da empresa roubado apenas este ano. Nas outras ocasiões, criminosos levaram carregamentos de biscoitos. Na tentativa de coibir a comercialização de produtos oriundos de roubo de cargas, a empresa lançou uma campanha na internet para orientar as pessoas a não comprarem as capivaras de borracha. Segundo o diretor comercial da Piraquê, Alexandre Colombo, os produtos vêm sendo comercializados em ruas do Centro do Rio e em páginas de relacionamento na internet.

"Os criminosos chegaram a um nível que a polícia não consegue fazer nada. Como é um brinquedo pequeno, o receptador consegue vender em vagões de trens e em outros meios de transporte", lamentou. A empresa alertou, por meio da campanha, que o consumidor que adquire um produto fruto de roubo de cargas alimenta o crime e a violência.

Colombo destacou que a Piraquê já contabiliza um prejuízo de pelo menos R$ 5 milhões com os roubos sofridos em 2017. "O prejuízo é ainda maior porque deixamos de vender nos pontos físicos. A partir do momento em que as pessoas compram em feiras livres e em transportes, deixando de adquirir em pontos de vendas credenciados, o prejuízo se alarga", acrescentou.

A empresa conta com 150 veículos de carga, o que eleva ainda mais o valor do seguro. Além de ter dobrado o número de vigilantes que fazem as escoltas dos caminhões, a Piraquê implementou um sistema de monitoramento. Mesmo com o aparato de segurança, o seguro da frota chegou a R$ 2 milhões.

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