Volta Redonda de todas as artes e cores

Prefeitura lança projeto de intervenção artística em diversos espaços públicos da cidade

Por O Dia

Rio - Enquanto em São Paulo o prefeito João Dória Júnior segue a intransigente jornada de apagar os grafites espalhados por toda a cidade, em Volta Redonda a história é diferente. A secretaria de Cultura acaba de lançar o ‘VRsualinda’, projeto voltado exclusivamente para grafiteiros e artistas plásticos que tem como objetivo colorir os diversos espaços públicos do município.

De acordo com a secretária de Cultura Márcia Fernandes, o projeto conta com a participação voluntária de todos os participantes. Ela ainda destaca que eles poderão atuar, até o fim do ano, nos bairros centrais e periféricos de Volta Redonda. “Com o ‘#VRsualinda’ valorizamos os artistas da nossa cidade, além de popularizar a arte urbana e colorir o dia a dia das comunidades”, salienta ela.

Intervenções irão até o fim do ano e vão colorir vários pontos da cidadeDivulgação

As intervenções, aliás, já tiveram a primeira edição, dia 11 de março, na Praça Sávio Gama, em frente à prefeitura, no bairro Aterrado. Lá, grafiteiros e artistas plásticos puderam dar asas à imaginação e transformaram os 28 bancos de madeira em uma grande galeria de arte a céu aberto. “A praça foi o primeiro local escolhido e, em breve, vamos levar essa iniciativa para outros bairros. Quando a população percebe que um patrimônio está sendo cuidado, a expectativa é que todos respeitem mais”, avalia a secretária de Cultura.

A primeira intervenção, por sinal, foi devidamente aprovada. A pedagoga Rebeca Sousa, que mora perto da Praça Sávio Gama, aplaudiu a iniciativa. “Essa praça acaba sendo o meu quintal. Eu e meu marido estamos sempre aqui com as crianças. Ela já era bonita, agora ficou mais colorida e alegre. E ainda tem o fator cultural e educativo”, exaltou Rebeca.

Entre os artistas, Célia Regina Ribeiro Vaz era só elogios. Para deixar sua marca na praça, ela conta ter optado por estilos diferentes, com inspiração nas pinturas dos nativos de Samoa — pequena ilha no Oceano Pacífico — e nos desenhos rupestres das cavernas do sul da França. “É excelente a ideia e fiquei muito feliz em poder participar. Quando a gente insere arte na vida das pessoas, a gente consegue transformar o indivíduo”, comemorou Célia Regina Ribeiro Vaz. 

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