Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte está na pauta da Câmara dos Deputados

O principal ponto do PL 6753 é a renegociação da astronômica dívida fiscal e tributária dos clubes de futebol do país

Por O Dia

Se a PL6753 for aprovada pela maioria dos 26 deputados da Comissão e%2C posteriormente%2C pelo plenário da Câmara%2C será uma derrota pessoal para o petista Vicente CândidoJosé Cruz/Agência Brasil

Comissão Especial da Câmara dos Deputados irá analisar hoje o projeto que vem sendo chamado de a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE). O principal ponto do PL 6753 é a renegociação da astronômica dívida fiscal e tributária dos clubes de futebol do país. Segundo cálculos, o papagaio estaria próximo dos R$ 4 bilhões. Porém, ao contrário da proposta anterior, que previa a troca dos débitos por investimentos na formação de atletas e no desenvolvimento de ações sócio-esportivas, o novo projeto estabelece o prazo de 25 anos para o acerto das pendências. A mudança foi proposta pelo relator Otávio Leite (PSDB-RJ) e conta com o apoio do Ministério do Esporte.

Além do acerto das dívidas, a LRFE prevê que um clube só pode disputar um campeonato caso apresente a Certidão Negativa de Débitos um mês antes de sua estreia na competição. Quem não tiver o documento será imediatamente rebaixado de divisão. Outro ponto importante é a responsabilização penal dos dirigentes esportivos. Se a PL 6753 for aprovada pela maioria dos 26 deputados da Comissão e, posteriormente, pelo plenário da Câmara, será uma derrota pessoal para o petista Vicente Cândido. Ele era o principal defensor do parágrafo que previa a troca dos débitos pela formação dos atletas. Mas o próprio Ministério era contrário à ideia. Alegava que não teria condições e estrutura para fiscalizar o uso do dinheiro e o cumprimento das metas. Até a presidenta Dilma Rousseff ficou incomodada com essa que vinha sendo tratada como mais uma “anistia” para os clubes de futebol do país.

Confederação de Futsal em apuros

Em guerra com alguns de seus principais jogadores, entre eles o craque Falcão, que pedem a saída imediata da atual diretoria, a Confederação Brasileira de Futsal está desde janeiro sem o dinheiro de seu principal patrocinador. Os Correios não renovaram o contrato pois alegam que há pendências na prestação de contas do patrocínio. Desde 2005 a empresa investiu R$ 66 milhões na CBFS.

Uma coleção cheia de humor e polêmica

Frases como “C. Ronaldo is Gay” e “Maradona Maricón” , estampam as camisetas da coleção especial da Copa criada pela grife de moda masculina Sergio K. As peças foram lançadas recentemente e estão dando o que falar. No Facebook choveram posts de internautas criticando a ação. Mas houve também quem gostasse. Ontem no final da tarde as camisetas que “homenageavam” Cristiano Ronaldo, Messi e Maradona estavam esgotadas no site da grife.

Número da semana

R$ 26 mi
Esse é o valor pago pelo São Lorenzo da Argentina ao Carrefour por parte do terreno ocupado por um hipermercado da rede em que será construído o novo estádio do clube. O detalhe é que ali foi por décadas o antigo campo do time do Papa, que finalmente voltará para casa.

INVESTCRAQUE

Falcão, bicampeão mundial de Futsal

Não é exagero dizer que Falcão é para o Futsal o que Pelé representa para o futebol de campo. O garoto nascido e crescido na Zona Norte de São Paulo reinventou o jeito de praticar o esporte. Com seus dribles, fintas, gols e jogadas espetaculares, fez do jogo, arte. Bicampeão mundial e duas vezes eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo, Falcão agora luta por mudanças na estrutura da Confederação Brasileira. Ele só volta a jogar pela Seleção quando a atual diretoria deixar a entidade. Praticamente tudo que ganhou nas quadras aplicou em imóveis comerciais para locação. Hoje, 70% do seu patrimônio está nessa modalidade. Os outros 30% foram divididos em aplicações bancárias e patrimônio pessoal.


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