Imóveis devem elaborar  um mapeamento nas áreas de vulnerabilidade e estabelecer bloqueios com procedimentos de abordagem 
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Imóveis devem elaborar um mapeamento nas áreas de vulnerabilidade e estabelecer bloqueios com procedimentos de abordagem Divulgação
Por Marina Cardoso

Rio - A violência no município do Rio não dá trégua. Diante desse cenário, o Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) vai se juntar a comerciantes, associações e entidades de classe com o intuito de ajudar na segurança do Centro da cidade. Trata-se do projeto Luz Azul. Nas fachadas de edifícios da região, serão instaladas câmeras cuja luz será azul. A campanha será inaugurada na terça-feira.

O Luz Azul tem como objetivo promover uma maior sensação de segurança na região. As imagens em alta definição das máquinas ficarão armazenadas na nuvem e compartilhadas, em tempo real, com a polícia. Os aparelhos ficarão voltados para as ruas.

O acompanhamento das imagens pela polícia poderá auxiliar em possíveis investigações, registros de ocorrências e melhora da sensação de segurança. A iniciativa é resultado de um convênio com a empresa carioca Venses, especializada em fornecimento de sistemas de vigilância em vídeo com base na nuvem.

A iniciativa teve como inspiração o projeto Green Light, de Detroit, que tem altos índices de violência nos Estados Unidos. Em janeiro de 2016, o Departamento de Polícia daquela cidade, em parceira com oito postos, instalou equipamentos internos e externos de alta resolução que transmitiam as imagens em tempo real para a polícia.

Os condomínios que aderirem deverão arcar com os custos das câmeras e do armazenamento das imagens. Três edifícios já aceitaram. A expectativa é de que, com o aumento do número de aparelhos integradas ao Luz Azul, a abrangência do monitoramento seja maior.

"Quando você melhora a sensação de segurança na cidade, você também colabora para o desenvolvimento do comércio, valorização dos imóveis e aumento do turismo. Há décadas, preparamos a segurança interna dos condomínios, por meio de palestras e cartilhas. Agora é hora de pensar na segurança externa", explica Pedro Wähmann, presidente do Secovi-Rio.

Levantamento: Zona Central sofreu queda de preços
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Um projeto como o Luz Azul não reduz somente os índices de violência. Também pode influir diretamente na valorização dos imóveis. Levantamento do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi-Rio) sobre o cenário do mercado imobiliário na Zona Central do Rio do qual faz parte o Centro mostra que os preços da região voltaram aos patamares de 2012. A Zona Central tem 11 bairros e cerca de 192 mil habitantes.
Segundo o estudo, tem aumentado a oferta de apartamentos disponíveis para alugar na região. No Rio Comprido, por exemplo, o acréscimo do número de unidades para locação foi de 16%, e o preço do metro quadrado caiu 18%, de R$ 23,56 para R$ 19,35, no período de um ano. O Rio Comprido é muito afetado pela violência. Na Lapa, a queda foi de 8,4%; e no Estácio, 2,4%.
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Em quase todos os bairros pesquisados, o aumento da oferta para vendas foi superior a 100%. Na Lapa, que teve a maior redução no preço do metro quadrado (20%), a disponibilidade cresceu 168%.
O estudo aponta que o preço médio atual do metro quadrado de venda de apartamentos, de R$ 6.885, aproxima-se do praticado há cinco anos (R$ 6.361). Na Lapa, o valor cobrado pelo metro quadrado continua sendo o mais alto entre os analisados: R$ 8.352, seguido do Centro, com R$ 8.100.
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Já Estácio, Catumbi e Rio Comprido tiveram redução beirando os 10%, enquanto no Rio como um todo a queda foi de 7%. No segmento de salas comerciais, maio teve média de R$ 6.714 o metro quadrado, próximo aos R$ 6.681 de novembro de 2012.
"Com o cenário de hoje, o momento é favorável para inquilinos negociarem boas oportunidades em imóveis no Centro", explica Edison Parente, vice-presidente Comercial da Administradora Renascença.
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