01 de janeiro de 1970
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Garotinho cumpre prisão domiciliar em Campos

Condenado por compra de votos, ex-governador ficará recluso enquanto recorre

Por O Dia

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) foi preso ontem, enquanto apresentava o programa matutino que comanda na Rádio Tupi. Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram ordem cautelar assinada pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos, no Norte Fluminense. O magistrado, que já havia condenado Garotinho a nove anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos, determinou que ele cumpra prisão domiciliar até o julgamento em segunda instância. A ordem cautelar, segundo o juiz, seria para evitar que ele continuasse a ameaçar testemunhas e a destruir provas.

O ex-governador foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), que o acusou de comandar um esquema de inclusão de famílias no programa social Cheque Cidadão em troca de votos. Na época, em 2016, Garotinho era secretário de Governo da então prefeita de Campos, sua mulher, Rosinha Matheus. Ele teria incluído 18 mil pessoas e causado prejuízos de R$ 11 milhões ao município.

Acompanhado de Rosinha e do advogado, Carlos Azeredo, Garotinho foi levado pela PF a Campos. Em casa, o ex-governador não poderá usar telefones nem internet. Ele só poderá manter contato com parentes mais próximos e advogados.

Em nota, a defesa repudiou os motivos apresentados pelo juiz, e disse que a intenção seria privar o ex-governador de seu trabalho diário na rádio e nas redes sociais. Sobre as acusações que levaram à sentença, a defesa alegou que o "processo fala de suspeitas infundadas de compra de votos, o que por si só não justifica prisão".

No Facebook, a deputada federal Clarissa Garotinho, filha do ex-governador, classificou a prisão domiciliar de "vingança". Já o senador Romário, desafeto do ex-governador, ironizou: "Eu serei um que mandarei quentinha pra você na cadeia".