Eduardo Campos defende extinção de cargos vitalícios no Judiciário

No Jornal Nacional, candidato foi questionado sobre nepotismo

Por O Dia

Rio - O candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) defendeu o fim dos cargos vitalícios no Judiciário. Em entrevista ao Jornal Nacional, o ex-governador de Pernambuco sugeriu que vagas como as de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam temporárias. “É preciso ter mandatos no poder Judiciário, de maneira a oxigenar os tribunais e garantir que o processo de escolha seja mais impessoal”, afirmou.

O candidato ventilou a proposta para fugir dos questionamentos da bancada sobre indicações de parentes a cargos públcos. A mãe de Campos, Ana Arraes, atua no Tribunal de Contas da União desde 2011. “Nem votei porque eu não era deputado, simplesmente torci”, minimizou o candidato, afirmando que não viu nada errado em fazer campanha pela candidatura dela à vaga.

Eduardo Campos também foi interpelado sobre dois primos que ocupam cadeiras no Tribunal de Contas do Estado em Pernambuco. “Um foi indicado pela Assembleia, ele não estava impedido por lei. O outro foi indicado na vaga do Executivo, respeitando a legislação em vigor”, justificou.

O candidato foi escorregadio ao falar sobre possíveis ajustes para garantir o crescimento econômico em 2015 e preferiu repetir um de seus bordões de campanha. “O Brasil perdeu de 7 a 1 na Copa e está perdendo de 7 a 1 fora do campo. É 7 de inflação e menos de 1 de crescimento”.

Apesar da promessa de reduzir a inflação, o socialista não explicou como iria viabilizar a medida. Disse apenas que são necessárias regras seguras na economia e a diminuição do custo de logística no país.

Durante a entrevista, Campos tentou desfazer a imagem de que Marina Silva, sua vice na chapa, seria radical em questões ambientais. Em sua manifestação final, dirigida ao eleitorado, ele exaltou a ex-ministra do Meio Ambiente. “Ao lado de Marina, eu quero representar o seu sonho e seu desejo de um Brasil melhor”, disse.

Aécio faz ofensiva no Nordeste e Dilma visita ferrovia

Em uma agenda casada em Anápolis (GO), a presidenta Dilma Rousseff (PT) minimizou o atraso na conclusão da ferrovia Norte-Sul. Iniciada em 2007, ela ainda não está em operação. Segundo a presidenta, a ferrovia terá impactos positivos na área ambiental e no custo do transporte. “A ferrovia irá desburocratizar o transporte de cargas”, afirmou.

Como parte de sua ofensiva pelo Nordeste, o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), passará hoje pelo Rio Grande do Norte e pela Paraíba. O candidato está percorrendo a região na tentativa de reverter um cenário desfavorável em que ele tem apenas 9% das intenções de voto, enquanto Dilma Rousseff (PT) tem 55%, segundo o Ibope. Ontem, o candidato esteve Imperatriz (MA) e Teresina (PI).

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