'Parece um cenário de guerra', diz filho de casal morto em explosão de gás

Cinco vítimas serão sepultadas na tarde desta quarta-feira no Cemitério de Irajá

Por O Dia

Rio - Os corpos do casal Rosane Alves de Oliveira, de 55 anos, e Francisco Oliveira, ambos de 55 anos; Maria de Lourdes dos Santos Machado, de 31; José dos Santos, de 85; e Karen Nicasso de Melo, de 13, estão sendo velados nesta manhã de quarta-feira no Cemitério de Irajá. Eles morreram terça-feira na explosão por vazamento de gás, no condomínio Fazenda Botafogo, em Coelho Neto, na Zona Norte.

Luiz Guilherme Pereira de Oliveira%2C filho de Rosane e Francisco%2C estava bastante emocionado durante o velório dos pais no Cemitério de IrajáSeverino Silva / Agência O Dia

Filho de Rosane e Francisco, o auxiliar administrativo Luiz Guilherme Pereira de Oliveira, de 27, chegou ao local com um buquê de rosas e, bastante emocionado, se ajoelhou entre os caixões dos pais. Ele esteve ontem no condomínio e disse que o cenário era de destruição.

"Entrei no apartamento ontem e a imagem é um cenário de guerra. Parece que estouraram uma bomba atômica, não sobrou nada", lembra.

Luiz Guilherme revelou que os pais moravam no quinto andar de outro prédio e que ele trocou de apartamento com Rosane e Francisco para que eles tivessem um pouco mais de conforto. "Troquei de apartamento com meus pais, pois não queriam que eles subissem escadas. Tentei dar uma vida melhor a eles", lamenta o auxiliar administrativo, criticando a CEG, afirmando que a empresa não está dando assistência aos familiares das vítimas.

"Vamos ser justos, a Prefeitura ajudou no enterro, mas a CEG só esta preocupada em saber quem estar certo ou errado. Foi um descaso total, ninguém entrou em contato conosco. Sabem que está vazando gás e se permanece vazando, é porque parece que queriam que isso acontecesse", desabafa.

Mãe ainda não sabe que filha está morta

A pessoa única ferida na explosão que segue internada é Jociara dos Santos Nicaso, de 33. Mãe da Karen, ela está no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, com fratura na bacia e no fêmur, e segundo familiares, ainda não sabe da morte da filha.

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