Pacientes sofrem com troca de hospital

Rocha Faria, em Campo Grande, estaria sendo esvaziado e superlotando o vizinho, Pedro II, em Santa Cruz

Por O Dia

Rio - Denúncias rondam o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, dias antes de ele ser entregue à administração do Município. Vários pacientes internados no local teriam sido transferidos durante a madrugada de sexta para sábado, com o intuito de esvaziar a maior parte dos leitos até amanhã, data marcada para a transferência da gestão da unidade de saúde.

Uma denúncia foi feita através do WhatsApp do DIA (98762-8248). Nela, um vídeo flagra a remoção de doentes na madrugada em questão, confirmando mais uma vez a versão do bombeiro. O motorista Igor Guimarães aguardava para ver o tio, que estava no CTI, e contou que viu pessoas reclamando que seus parentes haviam sido transferidos.

A direção do Hospital Estadual Rocha Faria informou que, sexta-feira, transferiu quatro pacientes da sala amarela da unidade para leitos disponibilizados em outros hospitais. Segundo os gestores, sempre que pacientes necessitam de algum tipo de leito ou especialidade não disponível em um hospital, há solicitação de transferência para outras unidades para melhor atendê-los.

Já um oficial do Corpo de Bombeiros pré-hospitalar, que preferiu não se identificar, afirmou na madrugada de ontem ele recebeu uma determinação do coordenador da Regulação Médica (COGS), estabelecendo que as ambulâncias dos bombeiros não deveriam remover pacientes para o Rocha Faria. O encaminhamento, a partir de então, deveria ser feito somente para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, que já está superlotado.

“O resultado é um Pedro II muito cheio, onde faltam até macas”, denuncia o bombeiro, explicando como isso reflete na qualidade do atendimento pré-hospitalar. “Quem chega na maca da ambulância fica nela. Os próximos atendimentos precisam ser feitos no chão do veículo”, completa.

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